Eixo 2 – Autonomia universitária e governança no século XXI
Abordagens complementares - Eixo 2
2.1. Universidade e sociedade: caminhos possíveis para integração
O debate sobre o impacto social da produção científica, tecnológica e cultural das universidades tem mobilizado a comunidade acadêmica a traduzir e difundir o conhecimento produzido em seus domínios para o público em geral. Também tem sido cada vez mais importante participar dos espaços públicos, das mídias digitais e redes sociais de internet visando diminuir a distância entre o mundo acadêmico e o cotidiano de vida da população. Nesse processo, é interessante observar como os distintos setores da universidade têm envidado esforços e avançado nos caminhos para uma possível articulação e integração mais duradoura com o meio no qual está inserido. Neste eixo espera-se promover debates em torno dessa intrincada relação a partir de todas as áreas do conhecimento, em suas particularidades, mas também em perspectiva inter, multi e transdisciplinar. Busca-se promover o debate sobre a importância local, regional e global da UEFS a partir de casos concretos de divulgação científica, participação em eventos, relação com instituições e comunidades.
2.2. Práticas para fomentar inovação na gestão de pessoas
A gestão de pessoas humanizada é fundamental para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, inclusivos e inovadores. Ao colocar as pessoas no centro das práticas institucionais, promove-se não apenas a valorização profissional e o bem-estar, mas também o engajamento, a criatividade e o desenvolvimento contínuo dos servidores. Essa abordagem fortalece a cultura organizacional, a colaboração, o respeito à diversidade e a construção de relações de confiança, aspectos essenciais para a promoção do trabalho decente e para a sustentabilidade das instituições. A vinculação ao oitavo Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) reforça o compromisso da UEFS com o desenvolvimento sustentável, alinhando práticas de gestão à criação de condições de trabalho dignas, justas e produtivas. Além disso, a humanização na gestão contribui para a inovação nos processos institucionais, estimulando soluções mais eficientes, adaptáveis e centradas nas pessoas. Assim, projeta-se uma gestão de pessoas capaz de equilibrar eficiência institucional, dignidade humana e responsabilidade social, consolidando a Universidade como um espaço de aprendizado, inclusão e desenvolvimento sustentável para toda a comunidade acadêmica e a sociedade em geral.
2.3. Diálogos, economia e cultura
É fundamental debater o papel da Universidade no mundo contemporâneo tendo em vista seu papel estratégico para o desenvolvimento econômico e cultural. Nessa perspectiva, o campo científico pode avançar com a proposição de diálogos entre pares de uma mesma especialidade, mas também com a abertura para conversas mais amplas sobre estratégias de impacto social. Todas as sociedades complexas desenvolvidas beneficiaram-se do trabalho científico, tecnológico e cultural realizado nas universidades. Neste sentido, este eixo propõe tematizar as contribuições, avanços e desafios da produção acadêmica de diferentes áreas do conhecimento para os setores econômicos: público, privado e para a sociedade civil. Propõe-se compartilhar e debater oportunidades de mercado de trabalho emergentes ou já consolidadas e as suas contribuições para o desenvolvimento social.
2.4. Autonomia e papel social da universidade pública
As universidades públicas brasileiras, conforme o artigo 207 da Constituição Federal de 1988, possuem autonomia didático-científica, administrativa e de gestão. Essa autonomia sustenta a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, essencial à sua função social. Este eixo propõe discutir os desafios enfrentados pela autonomia universitária frente às interferências políticas, bem como o fortalecimento da democracia interna. São esperadas propostas de Grupos de Trabalho, apresentação de resultados de pesquisa, socialização de relatos de experiências entre outros que abordem, em perspectivas locais ou comparativas, temas como: formas de escolha de representantes acadêmicos; orçamento e financiamento; condições de trabalho, estudo, ensino, pesquisa e extensão; e o compromisso público da universidade. O objetivo é fomentar uma ampla reflexão crítica sobre como preservar e consolidar a autonomia universitária, reafirmando seu papel como espaço plural, inclusivo e comprometido com a transformação social.